domingo, 17 de janeiro de 2010
Voando como borboletas
Um dia desses notei que a borboleta ainda apresenta em seu corpo a forma de lagarta que ela foi no passado e pensei que essa presença é o que a torna tão bonita, porque mostra que depois de um momento em que ela era uma lagarta que se arrastava, ela se transformou numa borboleta que voa. Sem a marca do seu momento de lagarta seria impossível ver a beleza da transformação da borboleta, seria impossível dizer o que é belo do que não é tão belo. Se tomarmos isso para nossa vida veremos que a vida sempre deixará marcas, cicatrizes em nós, mas se, ao invés de nos arrastarmos pela vida cheios de ressentimento, aproveitarmos apenas a lição que essas mágoas nos trazem, nos transformaremos em pessoas mais leves, sábias, felizes, poderemos voar sobre tudo e ver que conseguimos vencer, ver que somos maiores do que tudo que nos faz sofrer. Finalizando, acho que assim como o resquício de lagarta da borboleta, as marcas da vida também tem o seu lado bom, pois ao olhar para elas, nos lembraremos que tudo passa e que sempre superaremos os obstáculos da nossa vida, no fim voaremos como borboletas.
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